Neste divertido conto, o Artista Visual e Psicanalista, Henrique Vieira Filho aborda as lendas sobre divindades das chuvas, incluindo a mitologia indígena brasileira e santos católicos.
Artigo publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6291, de 11/02/2022
Com a previsão do tempo para estes dias, o tema nem podia ser outro!
Pode “tirar o cavalinho da chuva”, pois a lista de divindades “suspeitas” por tanta água é bem longa: Ishkur, da Suméria; Ninurta, da Mesopotâmia; Tefnut, do Egito; Adad, da Babilônia; Baal, da Cananéia; Indra, da ìndia; Zeus, da Grécia; Chac, dos maias; Illapa, dos incas; Tlaloc, dos astecas, etc, etc…
Tamanha é a importância das chuvas para a humanidade que todos os povos encontram alguém para quem rezar pelo clima.
E no Brasil, quem é o “manda-chuva”? O primeiro a ser indiciado é São Pedro. Afinal, graças ao seu alto cargo e com acesso a todas as chaves, tem os meios para abrir as comportas do céu.
Há quem diga até que ele usa pseudônimo e que seu verdadeiro nome é Simão. Como agravante, temos o testemunho do compositor Jorge Bem Jor, que alega que há uma disputa com Santa Clara, que anda desfazendo o aguaceiro do suspeito.
Eis um trecho do depoimento: “Santa Clara, clareou. E aqui quando chegar vai clarear. Enxugando o sereno com seus raios solares. Cheio de esplendor”.
Para sermos justos, existe uma outra indiciada, a deusa Amanaci, que possui uma alcunha “incriminadora”: Mãe das Chuvas! De origem Tupi, tem evitado os “paparazzi”, a tal ponto de quase passar despercebida ultimamente.
Enfim, tanto São Pedro, quanto Amanaci, tem acessos a todos os meios e tiveram todas as oportunidades para cometer o “ilícito” de tantas chuvas.
Contudo, falta desvendar qual seria a motivação. Denúncias anônimas afirmaram que não houve crime nenhum, pois foi um caso de legítima defesa!: a humanidade é quem atentou contra a Natureza! Assim sendo, todas as divindades não tiveram alternativa, a não ser intervir: dilúvio, de novo!
Creio que é justo. Afinal, “quem semeia vento, colhe tempestades”.
Via Sacra – autoria de Cid Serra Negra – Igreja de São Benedito Fotografia e edição: Henrique Vieira Filho
Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho explica o significado original de “paixão”, além de nos contar o simbolismo da cruz nas diversas culturas e a importância de Cristo como símbolo, independente dos aspectos religiosos e históricos.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6349, de 07/04/2023
Por influência da literatura francesa do século 13, que popularizou o termo “passion d’amour” (“sofrimento amoroso”), até hoje, o termo “paixão” é interpretado como sendo um amor exacerbado, visto até como algo belo. Contudo, em sua origem latina significa “padecimento atroz”, sendo “parente” de palavras como “passivo”, “paciente”, ainda mais se associarmos com o grego “pathos” (doença).
No sentido de “sofrimento passivo frente à ação prejudicial” é que a palavra se aplica à “Paixão de Cristo”, em sua jornada até a crucificação (“via crucis”) em Gólgota (“montanha arredondada”, em hebraico), colina esta que parecia uma “cabeça careca”, que, no latim, seria “calvo”, derivando daí o chamar todo martírio como sendo um “calvário”.
Independente dos aspectos histórico e religioso, é inegável o caráter universal da narrativa, repleta de simbolismos compartilhados por inúmeras outras culturas.
Um “marketeiro” de nosso tempo poderia estranhar a adoção da cruz, instrumento romano para tortura, como marca registrada de uma ideologia de paz. Na verdade, seu formato simboliza, para a maioria dos povos antigos, a comunicação entre o tempo e o espaço, as estações do ano, os quatro elementos. Apontando para os quatro pontos cardeais, a cruz é a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem, sendo o cruzamento das linhas horizontal e vertical, o centro de tudo.
O próprio Cristo é a síntese dos símbolos primordiais do universo: o céu e a terra, devido às suas duas naturezas: divina e humana; o ar e o fogo, por sua morte e ressurreição; a verticalidade, a “escada da salvação”, por sua ascensão aos céus.
“O símbolo de Cristo é da maior importância para a psicanálise, porquanto constitui, ao lado da figura de Buda, o mito ainda vivo de nossa civilização. É o herói de nossa cultura, o qual, sem detrimento de sua existência histórica, encarna o mito do homem primordial. Seu reino é a pérola preciosa, o tesouro escondido no campo, o pequeno grão de mostarda que se transforma na grande árvore”.
A Sociedade Das Artes convida para a Inauguração da 1a Residência Artística do Circuito Das Águas Data: 22/03/2024 – Dia Mundial Da Água Horário: 14h30 Local: Rua São Vicente de Paula, 108 – Serra Negra / SP Colaboração: um petisco vegetariano para compartilhar RSVP – Whatsapp:+55 11 982946468
É com imensa alegria que convidamos vocês para a inauguração da Residência Artística do Circuito das Águas, um espaço dedicado à criatividade, à inspiração e à conexão com a natureza.
Este evento tão especial será ainda mais significativo, pois coincidirá com a celebração do Dia Mundial da Água e do Dia Mundial Sem Carne. Neste dia único, convidamos cada um de vocês a se juntar a nós trazendo um prato de comida vegetariana (se for vegana, melhor ainda!) para compartilhar. Ao fazê-lo, não só estaremos honrando a arte e a natureza, mas também demonstrando nossa abertura para opções alimentares conscientes que promovem a saúde do planeta.
Além de desfrutar de boa comida e boa companhia, teremos a oportunidade de explorar as instalações da Residência Artística, Cinema Ao Ar Livre (curtas-metragens premiados), Exposição de Arte Vivenciada (formato Slow Art), bem-estar com Yoga e Bioenergética , instalação de Moda Sustentável e participar de conversas inspiradoras sobre arte, sustentabilidade e refletir sobre como podemos contribuir para um mundo mais criativo, saudável e equilibrado.
E, claro, muitas imagens “instagramáveis”, pois, redes sociais também podem e devem atuar a serviço do bem!
Esperamos ansiosamente por sua presença neste momento de celebração, arte e consciência ambiental.
Com entusiasmo e gratidão,
Henrique Vieira Filho e Fabiana Vieira Agentes Culturais
Animação gráfica e música tema: Convite para a Inauguração da Residência Artística
Bastidores da montagem / teste de palco para a Inauguração da Residência Artística
Teste de cenário para fotos – Inauguração da Residência Artística
Primeira Residência Artística do Circuito das Águas Paulista
Sediada na bucólica estância turística de Serra Negra / SP tem como um de seus objetivos assessorar talentos artísticos em seus processos criativos e, paralelamente, desenvolver produtos e serviços que sirvam de renda alternativa para pequenos artesãos e artistas iniciantes.
A Residência Artística do Circuito das Águas é um espaço dedicado à criatividade, à inspiração e à conexão com a natureza, cursos e hospedagem para imersão em cursos, vivências terapêuticas em prol do equilíbrio e auto-aperfeiçoamento.
A inauguração em 22/03/2024 será ainda mais significativa, pois coincidirá com a celebração do Dia Mundial Sem Carne e do Dia Mundial da Água.
A Re-Arte – Residência Artística do Circuito Das Águas selecionará e hospedará artistas de diferentes áreas em formato de imersão e cooperação mútua, onde criarão novas obras de arte, participarão de cursos inclusivos de AD – Áudio Descrição e realizarão exibições públicas gratuitas de seus trabalhos.
A Residência Artística Do Circuito Das Águas é um refúgio onde artistas se encontram consigo mesmos, com outros criativos e com o mundo ao redor, inspirando-se na beleza da natureza, na complexidade das relações humanas e na riqueza das tradições culturais.
A Re-Arte propõe o intercâmbio entre expressões artísticas diversas em transversalidade com a CULTURA como expressão simbólica acessível e um DIREITO de todos, propiciando, inclusive, desenvolvimento econômico via Turismo e Economia Criativa, com a geração de rendas diretas e alternativas, pois, um dos desafios de cada artista participante é elaborar versões de suas obras que possam ser reproduzidas a baixo custo e em série, de forma artesanal e/ou digital (mini posteres, gravuras, “prints”), disponibilizando o direito destas reproduções para artesãos, pequenos empreendedores e entidades assistenciais para comercializar e complementar suas rendas.
A Residência Artística Do Circuito Das Águas atua como um laboratório vivo onde a diversidade cultural é celebrada e a inovação é cultivada. É um farol de esperança, iluminando caminhos para um mundo mais criativo, mais humano e mais conectado.
Mostra de Cinema: Dia Mundial Da Água
Aquametragem, de Marina Lobo, foi o vencedor do festival “ODSs em Ação 2019”, competição da ONU para promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, na categoria “Protegendo o nosso planeta” https://youtu.be/5P6IA7hcUuQ.
Entre Rios, dirigido por Caio Silva Ferraz, o documentário conta a história da cidade de São Paulo sob a perspectiva de seus rios e córregos. https://vimeo.com/14770270
“Iara” (Acústico Vocal Feminino) Compositores: Andressa Lé e Nan MarconatoLetristas: Andressa Lé e Nan MarconatoProdutor: Caio Balestra https://www.youtube.com/watch?v=d9DGalTeWIE
Exposição SereiArte: Cultura Urbana e Sustentabilidade
A Exposição de Artes de Henrique Vieira Filho será em formato Slowart (visita guiada para uma apreciação emocional e sem pressa das obras):
Fluidez Elemental: Vivência de Relaxamento e Bem-Estar com Yoga e Reflexoterapia no Dia Mundial da Água
Momentos de paz e de harmonização com vivências integrativas.
Meditando em Serra Negra – Ilustração: Henrique Vieira Filho
Henrique Vieira Filho – Terapeuta Holístico
Instalação: A Impermanência Da Água
Maria Goretti da Silva Artista Têxtil, Arquiteta e Designer de Moda
Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCC, com pós-graduação em Gestão do Design de Moda pelo SENAI e Master Design pelo IED, Instituto Europeu de Design, Docente nas disciplinas Modelagem e Técnicas de Produção do curso superior de Design de Moda por 15 anos. Mentora do Ateliê escola Qui Design, com propósito de integrar a Arte têxtil e o Design Sustentável. Com a produção de alunos do ateliê, já participou de 2 edições (2018 e 2019) dos eventos Re Arte da Sociedade Das Artes produzido pelo Artista Henrique Vieira Filho.
Artista: Henrique Vieira Filho Data: 11 de agosto de 2023 – Horário: 15hs Local: Salão do Fórum Clóvis Bevilacqua – TJSP Pça. Barão de Rio Branco, 71 – Serra Negra – SP Entrada Franca
É com grande prazer que convidamos para a conclusão do Projeto Artístico “Direito À Arte”, com a inclusão de novas obras, especialmente criadas em homenagem ao Dia Do Advogado.
O encerramento da exposição presta uma justa homenagem aos Advogados em seu dia comemorativo através de novas artes inéditas de Henrique Vieira Filhoretratando a Justiça na mitologia grego-romana, egípcia e indígena brasileira.
A seguir, imagens e detalhes de algumas das obras em exibição:
Tela: Parajá – The Brazilian Indigenous Goddess of Justice Artista: Henrique Vieira Filho
Arte da Deusa Da Justiça das tradições indígenas brasileiras e o artista Henrique Vieira Filho
As Parajás são três divindades indígenas brasileiras femininas: da honra, do bem e da justiça, sendo esta última a quem esta obra homenageia.
Em paralelismo com as versões gregas da deusa, o tacape faz as vezes tanto do martelo do juiz, quanto da espada justiceira.
Os pratos de coco balançam suspensos em cipós, pesando os argumentos prós e contras e os olhos permanecem abertos, para que a justiça pondere atenuantes e agravantes, ao invés de aplicar leis cegamente.
As páginas impressas com legislação estão aos seus pés, para nos lembrar que a Justiça Divina está acima da humana.
Etapas criativas com modelo real e pintura corporal que inspiraram a obra
Henrique Vieira Filho descreve a obra e a história das Parajás
Tela: The Compassionate Artista: Henrique Vieira Filho
Óleo Sobre Tela – 60 x 90 cm – 2023
A tela da Compadecida e seu filho junto ao artista Henrique Vieira Filho
Inspirado pela obra “O Auto Da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e pelo nascimento de seu neto, o artista Henrique Vieira Filho cria uma versão naif de Maria e Jesus.
Filha e neto do artista que inspiraram a obra
A pintura em detalhes
Tela: Christ – The Redeemer Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
Obra em homenagem ao estilo de Cid Serra Negra e o artista Henrique Vieira Filho
Em uma releitura que homenageia o estilo naif de Cid Serra Negra, que foi aplicado à figura icônica da estátua do Cristo Redentor da cidade de Serra Negra, rodeado de anjos, arcanjos e querubins, cuja aparência tradicionalmente européia foi substituída por afrodescendentes, indígenas e até o Saci-Pererê, representando a miscigenação de nossos povos e culturas.
Fotografias obtidas por Henrique Vieira Filho e que serviram de inspiração
Vídeo com a obra de Henrique Vieira Filho, em detalhes
Tela: The Judgment of Ades Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
O artista Henrique Vieira Filho junto à sua obra sobre o julgamento do deus da guerra
Em uma releitura que homenageia o afresco “Sala dei Giganti”, de Giulio Romano e esculturas de Antonio Kanova, esta obra retrata o deus Ades (Marte) como sendo o primeiro advogado, defendendo a si mesmo pelo assassinato de Alirótio, filho de Poseidon, argumentando com a atenuante de que este violou sua filha, Alcipe. Tendo os demais olimpíanos como jurados, Zeus como juiz, esta história inspirou a formatação dos primeiros tribunais da Grécia antiga.
Obras originais que inspiraram o artista
Detalhes do pintura sobre p Julgamento de Ades, de Henrique Vieira Filho
Tela: The Court of Osiris: Weighing Your Heart Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
A pintura do deus Osiris e a pesagem do coração – artista Henrique Vieira Filho
O Livro Dos Mortos, do Egito, determina as regras do julgamento das almas, em que, perante 42 juízes, o deus Osíris pesa o coração do falecido, que precisa ser tão leve quanto uma pluma para merecer o acesso ao submundo.
Reprodução museológica de pintura egípcia
A pintura de Osíris, por Henrique Vieira Filho
Tela: Medusa Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 120 x 80 cm
Na Psicanálise, a Medusa simboliza os aspectos negados da personalidade, o que paralisa e torna pedra a quem não aceita a própria Sombra.
Socialmente, o mito reflete o ato de culpar a vítima, pois era uma sacerdotisa virginal da deusa Atena que foi violentada por Poseidon. Considerada a divindade da inteligência, das artes e da justiça, ainda assim, a deusa puniu Medusa, transformando-a em um monstro.
Modelo em poses para a base da obra Medusa, de Henrique Vieira Filho
Vídeo focando em detalhes da arte de Henrique Vieira Filho
Serra Negra entra no mapa internacional do Slow Art Movement, que conta com a adesão de galerias e museus nas maiores cidades do mundo, que reservam datas em abril de cada ano para que os visitantes apreciem Arte com o “coração”.
Ao invés de apenas visitar uma galeria, ainda melhor será EXPERIENCIAR a Arte, sem pressa!
A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.
A Sociedade Das Artes, mudou de endereço: da maior metrópole sul americana (São Paulo – Brasil) para a linda e pacata estância turística de Serra Negra.
O artista Henrique Vieira Filho abre ao público seu estúdio neste dias 15 de abril, às 15hs (Slow Art Day Brazil). Para termos a melhor experiência, solicitamos a gentileza de confirmar previamente a presença via Whatsapp: +5511092946468.
A tartaruga, símbolo mundial da Slow Art em parceria com o brasileiríssimo bicho-preguiça
A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.
Comemorado no dia 8 de abril, o “Slow Art Day” é uma ação mundial voluntária, por parte de museus e galerias, com adeptos principalmente nos EUA e também no Brasil, com a Sociedade Das Artes.
Como grande incentivador da proposta e representante oficial do movimento, no Brasil, Henrique Vieira Filho soma à Arte, sua experiência como Psicanalista, propondo vivências ainda mais enriquecedoras aos participantes.
Algumas curiosidades sobre o Movimento Slow Art:
A média gasta por um visitante em frente a uma obra de arte é, segundo o “The New York Times”, de 15 a 30 segundos.
O Slow Art Day orienta aos observadores das Artes que dediquem de cinco a dez minutos a cada obra escolhida e, então, lhes propicia a oportunidade de conversar sobre a experiência com outros espectadores, comumente, com a mediação de um Artista ou um Curador
Phil Terry, CEO da Collaborative Gain, Inc. é o idealizador do Slow Art Day. Frequentador rotineiro de galerias e museus, mudou radicalmente seu modo de apreciar e interpretar as obras, após ter experienciado, pela primeira vez, dedicar longos minutos para cada obra, em 2008, no Museu Judaico, passando a incentivar esta forma de vivenciar a Arte.
Museus, galerias e veículos de comunicação mensuram o sucesso de uma exposição pelo número de visitantes, pois são dados objetivos, e somente com o Movimento Slow Art é que estão dando a devida importância ao subjetivo, ou seja, a satisfação dos frequentadores.
No Brasil, o pioneiro (e também representante oficial do Movimento) em Slow Art é o Artista Plástico Henrique Vieira Filho, sendo que suas Exposições individuais sempre contam com cadeiras para que os visitantes possam admirar confortavelmente as obras, além da contarem com a presença do próprio Artista para conversar sobre as pinturas e esculturas.
Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 26 de novembro de 2021 – 6282 – CXIII
Coreografia de Dayana Brunhara Rezende e as obras de Henrique Vieira Filho
Dias 27 e 28/11- Espetáculo “Romeu’s e Julieta’s”. apresentado pela Cia De Dança Alllegro e a Exposição “Dança Das Cores”, com pinturas de Henrique Vieira Filho
A Arte está em toda parte, tão inserida em nosso dia-a-dia, que nem sempre percebemos. Nestes tempos de pandemia, quanto conforto recebemos por meio de livros, filmes, séries e música, acalentando nossos corações.
Nos recentes dias, muitos de nós saímos às ruas para apreciar as luzes e decorações natalinas e retornamos mais leves, sorridentes, com uma sensação boa.
A iluminação temática, os retalhos tricotados, os arranjos de plantas ornamentais também são formas de Arte.
O resultado final, que tanto encanta, só é obtido graças a muito estudo e dedicação.
Quem assiste à beleza dos movimentos dos dançarinos, nem sempre faz ideia dos anos de estudos, ensaios e o preço físico e emocional investido.
“O preço da dedicação”
Os pés desta foto poderiam ser de qualquer dos mais de 80 bailarinos que estarão no Centro de Convenções, neste final de semana. Foram anos de estudos e meses de ensaios e treinos para trazer para nós o espetáculo “Romeus’s e Julieta’s”!
Até mesmo as artes plásticas, que não demandam tanto esforço físico, igualmente exigem bastante do artista. Cito aqui uma colega a qual, quando lhe perguntam quanto demorou para terminar esta ou aquela pintura, ela responde: “cerca de 50 anos”, pois ela soma os anos de aprendizado técnico e amadurecimento pessoal que necessitou para atingir o patamar atual em seus trabalhos.
Inclusive, a espera de secagem da tinta pode ser angustiante: uma pintura a óleo sobre tela leva mais de seis meses para poder ser manuseada!
O artista Henrique Vieira Filho aplicando retoques finais nas telas “Cocoon” (inspirada no poema de Camila Formigoni) e “Yara Dancing” (tendo como musa a dança de Dayana Brunhara Rezende)”
Por sinal, o termo “vernissage” é utilizado para nomear a inauguração de exposições, pois, ao menos antigamente, o pintor estaria terminando de passar o verniz nas obras, para apresentar ao público.
Bem, chegou o momento de justificar o título desta crônica! Boa parcela de nós, brasileiros, temos curiosidade sobre tradições e “simpatias”, como, por exemplo, a escolha de cores de roupas para a passagem de ano.
Chegou a minha vez de criar duas novas, aqui em Serra Negra: para reforçar o amor em sua vida, tem que assistir à peça “Romeu’s e Julieta’s” e, para ter um desejo atendido, tem que pedir junto à pintura “1000 Tsurus”, pois nela estão pintados mil origamis, conforme pede a tradição japonesa.
Processo criativo da tela “1000 Tsurus”, inspirada na tradição japonesa de dobrar mil origamis deste pássaro, para que o universo lhe atenda um desejo de saúde e paz
E a simpatia fica muito mais poderosa, pois junto ao valor simbólico do ingresso, você deve trazer 1 kg de alimento não perecível, para doação ao Fundo Social de Solidariedade.
Os ingressos podem ser adquiridos na Escola Talento ou na bilheteria do evento, dias 27 e 28/11/2021, no Centro deConvenções Circuito das Águas (Rua Nossa Sra. do Rosário, 630 – Serra Negra – SP): Espetáculo“Romeus’s e Julieta’s” e Exposição “Dança Das Cores”
Vídeo breve com cenas do evento
Henrique Vieira Filho conta as histórias que inspiraram cada pintura da Exposição Dança Das Cores
A Arte está tão inserida no cotidiano, que nem sempre nos damos conta de que dela estamos usufruindo.
No isolamento que a pandemia impôs, quanto alívio emocional foi proporcionado com a leitura de livros, ao assistir filmes, seriados, novelas, ouvir músicas…
Até mesmo as pessoas que perderam seu sustento podem ser beneficiadas com as Artes, considerando que este setor já criou cerca de 01 milhão e 500 mil postos de trabalho, no ano em que a pesquisa mais recente foi realizada. (Fontes: IBGE, diretoria de pesquisas, Cadastro Central de Empresas – 2003).
Nem todos percebemos que, para um artista trazer a público o seu trabalho, abre-se vagas para um grande contingente de outras profissões: recepcionistas, equipe de transportes, equipe de montadores, eletricistas, pessoal da limpeza, setor de hospedagem e alimentação, carregadores, organizadores de eventos, fotógrafos, cinegrafistas, equipe de informática, publicitários, equipe gráfica, contadores, seguranças e mais uma infinidade de eventuais vagas de trabalho.
Devemos somar, ainda, que público que vem ao evento cultural também irá se hospedar, se alimentar, passear pelos arredores, comprar alguma lembrança, enfim, consumir tudo que puder, como é de praxe quando o objetivo é o turismo e o lazer! Até o mais singelo ambulante pode salvar seu dia, com o consumo extra de “comes e bebes” na entrada e saída das apresentações!
Mesmo o tão subestimado (por nós, brasileiros…) setor de artes visuais (museus, exposições de pinturas, esculturas e fotografias), somado ao de jornais e revistas, movimentam cerca de 700 bilhões de dólares, por ano, em todo o mundo, gerando incontáveis empregos.
Como exemplo recente de renda gerada pela Cultura, podemos citar o 38º Festival de Dança de Joinville: 270 mil espectadores, cerca de 9400 inscritos e mais de 3000 vagas em cursos de arte. Por sinal, a Cia Allegro representou Serra Negra, com a coreografia “Desencontros”!
O ganho cultural foi imensurável, além do financeiro: nem é preciso ser economista para concluir o bem que fez aos hotéis, restaurantes e comércio da cidade e todos os novos postos de trabalho que foram criados, graças a toda esta movimentação criada pelas Artes!
Segundo o próprio governo federal, a cada R$ 1,00 disponibilizado por meio das leis de incentivo à Cultura, R$ 1,59 são gerados para a economia do país (Fonte: MinC – Ministério da Cultura e FGV – Fundação Getúlio Vargas – 2019). Ou seja, ao investir em artes, o governo consegue um retorno de 59% para a população!
Quando o povo critica o envio de verbas públicas a eventos culturais, certamente focam nos poucos artistas que estão muito bem de vida e que já contam com o patrocínio de grandes empresas privadas.
A realidade da imensa maioria dos artistas brasileiros é bem distante disso. Não raro, nem cachê recebem, trabalhando mais pelo amor ao ofício!
E assim foi, por exemplo, aqui mesmo, em Serra Negra, no ano passado, justamente no Dia da Cultura (05 de novembro), em uma bela parceria em que a Prefeitura disponibilizou o palco do Centro de Convenções para o Projeto Re Arte – Circuito Das Águas, em que tivemos exposição de artes plásticas (Henrique Vieira Filho e Elisabeth Canavarro), dança (Cia de Dança Allegro, da Profa. Dayana Rezende), poesia (Camila Formigoni), artes cênicas (Breno Floriz) e vivência de qualidade de vida (Fabiana Vieira).
Tudo isso bem na época das restrições de saúde mais rigorosas, sem poder receber o público, sem verba, estes artistas se apresentaram, ao vivo e em reprises gravadas, trazendo um pouco de alegria em um período tão difícil para todos…
“Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida”.
Friedrich Nietzsche
Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança – Projeto Re Arte 2020
Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança – Projeto Re Arte 2020Camila Formigoni, Henrique Vieira Filho,Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança
Em 2016, fui convidado a integrar, com meus trabalhos fotográficos, o livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com lançamento em Paris..
Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com artes de Henrique Vieira Filho
O tema que escolhi é o título deste Artigo, sendo que todos os fotógrafos participantes deverão pautar no ser humano e apresentar a edição em preto e branco.
Em meu projeto, o biotipo étnico de cada indivíduo, ainda que possa predominar em uma direção, jamais nega a miscigenação de nosso povo e nunca limitará sua visão de mundo.
A orientação de vida de cada um transcende a própria tradição étnica ancestral. No Brasil, é comum caucasianos reverenciando o Candomblé, afrodescendentes praticantes de tai-chi-chuan, orientais atuando com xamanismo…
Selecionei um grupo padrão de nossa diversidade, composto por mulheres de representações étnicas distintas, para retratar a pluralidade de origens que compõem o povo brasileiro, especialmente, nas grandes metrópoles.
De profissões diversas, são modelos fotográficas, publicitárias, assistentes sociais e cantoras, suas imagens não as identificam como tais, pois vestem apenas o contraste entre a luz e sombra.
Desenvolvi os padrões gráficos baseados em tribais indígenas brasileiros (especialmente, artesanatos marajoaras…), africanos, orientais, célticos e, até mesmo, modernos grafites urbanos, os quais foram projetados (literalmente, via projetor…) tendo a pele como tela. Eventualmente, incluí pintura corporal, como reforço à proposta étnica.
Os grafismos tribais aplicados nem sempre coincidem com a origem étnica ancestral de cada modelo…
O propósito é ressaltar que a orientação filosófica de cada um segue os ditames do coração e que este não se prende a estereótipos, transcendendo toda e qualquer expectativa corporalmente presumida.
Destaque do Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com artes de Henrique Vieira Filho
Uma das artes fotográficas selecionadas por Henrique Vieira Filho para o Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros)
Destaque do Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com artes de Henrique Vieira Filho
Cerimônia de Premiação ao Artista Henrique Vieira Filho pelo Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros)
Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo.
Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da Terapia Holística no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.
Dados técnicos:
Arte e Fotografia – Henrique Vieira Filho
Grafismos desenvolvidos via Corel Draw e Photoshop, tendo como base fotos reais, obtidas pelo mesmo autor. A imagem corporal de fotografada não passou por nenhuma intervenção quanto à forma, sendo respeitadas as medidas reais e peculiaridades.
Eventualmente, os grafismos projetados passaram por edição em Photoshop para melhor adaptar-se aos contornos da pele e realçar olhos e boca.
Fotografia: Henrique Vieira Filho
Câmera: Canon EOS 70D
Lente: EF-S18-135mm f/3.5-5.6 IS STM
Sem flash – Iluminação ambiente via LEDs de intensidade regulável
Making of – Pintura Corporal para base fotográfica da obra “The Goddess Of The Seas” Modelo: Tayná – Artista: Henrique Vieira Filho
Em pesquisa, me surpreendi com os relatos, em inúmeras reportagens nas quais afrodescendentes reclamam (justificadamente…) que seus terapeutas se mostraram incapacitados para lidar com a questão do racismo, chegando até mesmo a negar sua existência neste século, verbalizando que seus Clientes deveriam cessar com esse comportamento de “vitimização”.
Constata-se um enorme lapso nos estudos profissionalizantes em Terapia, que nem sequer incluem a pauta do racismo em suas aulas.
Até mesmo a literatura sobre o tema é escassa. O livro “Black Families In Therapy” (1993), da ativista Nancy Boyd-Franklin, foi um dos primeiros a abordar a terapia familiar de minorías étnicas.
Ainda que os profissionais alvos destas críticas aleguem, em sua defesa, que não tiveram acesso a estudos especializados, nada justifica as atitudes questionadas.
Afinal, é conhecimento básico a qualquer pessoa que atende em consultório, que JAMAIS se JULGA (nem positiva, nem negativamente…) os relatos de nossos Clientes.
Por sinal, faltou um requisito essencial a quem exerce a Profissão: a EMPATIA, ou seja, colocar-se no lugar do Cliente e compreender o ponto de vista DELE, bem como os sentimentos DELE.
Pintura “African Gioconda” do Artista Henrique Vieira Filho
É inaceitável que um Terapeuta dê “palpite” e/ou induza seu ponto de vista pessoal, filosofia ou crença em seus Clientes !
Trata-se de regras básicas de atendimento em consultórios!
Pintura “African Aphodite” do Artista Henrique Vieira Filho – Modelo: Amanda Mota
O multiculturalismo, o pluralismo, são entendimentos fundamentais para o exercício da Terapia Holística.
Não que o Terapeuta necessite ser, previamente, um “especialista”, nem sequer que seja integrante desta ou daquela cultura com a qual se venha a trabalhar, eventualmente.
Outrossim, devemos desenvolver a sensibilidade étnica e aprendermos, com os relatos de nossos Clientes. Não precisamos ser, por exemplos, nipônicos para compreender uma eventual pessoa que o seja, quando nos conta sobre sua preocupação com a filha namorar um brasileiro… Não temos que ser afrodescendentes para conseguirmos ter empatia com um Cliente que nos conta seus sofrimentos por racismo.
Além do Aconselhamento (atenção: aconselhamento em NADA se assemelha com “dar conselhos”…), que é técnica obrigatória em toda atividade terapêutica, podemos aplicar vivências, exercícios de imaginação ativa, possibilitando ao Cliente re-vivenciar os momentos traumáticos, no “ambiente seguro” de consultório, que comumente resulta em catarses emocionais (com choro, raiva, por exemplos…), aliviando a “carga energética” que “pesa” sobre a questão, facilitando novas oportunidades de entendimento e superação.
Outra técnica interessante a se somar, é a Terapia Floral, pois disponibiliza auxílio em gotas para melhor aFLORar as emoções reprimidas, catalisando a aceitação e “digestão” de todos os sentimentos antes negados, além de incrementar a auto-estima.
A essência deste texto pode ser transposta para o atendimento terapêutico perante a diversidade de orientações sexuais, de filosofias de vida e de religiosidades (ou a ausência destas…)…
Livro de Arte “Diversidade” do Artista Henrique Vieira Filho
Quem deve se adaptar aos Clientes somos nós, que os atendemos e, ao fazermos isso, além de nos aperfeiçoarmos como Profissionais, igualmente teremos a grande oportunidade de nos tornarmos PESSOAS melhores !
Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo.
Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da Terapia Holística no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.
No Dia Cultura, 05 de novembro, a partir das 14hs, no Centro de Convenções Circuito das Águas (Rua Nossa Sra. do Rosário, 630 – Serra Negra – SP), a Sociedade Das Artes e o Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho convidam ao Projeto Re Arte – Circuito Das Águas, para provar que todas as Artes se complementam: Artes Visuais, Teatro, Música, Holismo e Literatura
Henrique Vieira Filho – Artista Plástico – coordenador do Re Arte
Cia de Dança Allegro da Profa. Dayana Rezende
Elisabeth Canavarro – Artistas Plástica
Camila Formigoni e Breno Floriz – Poesia
Revista Artivismo – Literatura
Fabiana Vieira – Qualidade de Vida
O evento será transmitido (ao vivo e com reprises) nas redes sociais (Facebook, Youtube, Instagram), com a presença física limitada aos jornalistas, artistas e autoridades municipais.
Um espetáculo com excelente visual para registro em fotos e vídeos, comemorando o Dia Da Cultura, com total segurança. Afinal, o isolamento deve ser físico e jamais cultural: a Arte é fundamental para a harmonia mental em tempos de pandemia!
Dentre os vários “crossover” de Artes e Artistas, seguem alguns destaques:
A Cia de Dança Allegro, da Profa. Dayana Rezende apresentará coreografia inspiradas nas pinturas de Sereias, de Henrique Vieira Filho e este retrata a bailarina como Yara, deusa dos rios:
A poesia “Casulo”, de Camila Formigoni será interpretada pelo ator Breno Floriz e transposta em pintura a óleo por Henrique Vieira Filho:
– Preciso desse casulo! Não quero me tornar uma borboleta, me contento em ser pupa. Está de bom tamanho…. Chorona, você é muito boba! Você já é borboleta. Os dois se abraçaram. Ela finalizou:- Sou lagarta. Preciso me alimentar e em breve estarei ausente, envolta em meu casulo.…era em alguns momentos lagarta e em outros uma borboleta, mas, nunca havia sequer imaginado sua ausência, em um casulo…
A Revista Artivismo (edição de estréia, online) reúne Artigos e Crônicas, inspiradas em algumas das artes plásticas de Henrique Vieira Filho e este, em contrapartida, ilustra as páginas literárias com suas pinturas:
O Projeto Re Arte está na sua 3a edição, desta vez, migrando de São Paulo para Serra Negra/SP, abrindo oportunidade para as Artes de todas as cidades do Circuito Das Águas.
MUITO MAIS QUE UMA EXPOSIÇÃO: Dança, vivências de imaginação dirigida, artes visuais e muitas outras interações artísticas! Releituras de todos os tipos de Artes!
O Projeto Re-Arte nasceu da “provocação” da crítica-suprema, Aracy Amaral, que interpreta o momento como sendo “crise” na Arte Contemporânea:
“Artistas hoje são mais editores que criadores. Eles se apropriam de imagens de televisão, histórias em quadrinhos, de pequenos desenhos que saem nos meios de comunicação de massa, de celulares e editam formas.”
Sendo ou não “crise”, já está duradoura o suficiente para que seja admitida e estudada, bem como ter seu justo espaço junto às instituições oficiais voltadas às Artes.