HENRIQUE FILHO
A Festa das Artes e da Natureza
A crônica de Henrique Vieira Filho convida o público para a celebração de um ano da Residência Artística do Circuito das Águas, em Serra Negra, nos dias 21 e 22 de março.
O evento multiartístico, construído sem verba pública, destaca a união da cultura indígena com a moda sustentável, a sereia cantora com a dança urbana, e as pinturas com a natureza.
A celebração inclui o Dia Mundial da Água e o Dia Mundial Sem Carne, com exposições, cinema, literatura, artesanato e teatro, convidando o público a compartilhar um piquenique cultural.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6444 de 14/03/2025
Preparem seus corações e suas câmeras, porque a Residência Artística do Circuito das Águas vai explodir em cores e sons nos dias 21 e 22 de março!
É aniversário de um ano da inauguração da sede própria, minha gente! Foi construída com muito trabalho, nenhuma verba pública e um enorme amor pela Cultura, abraçando todos os talentos artísticos da região e além!
E o evento promete ser daquelas que a gente conta para os netos (ou para os seguidores, das redes sociais, no caso dos mais jovens).
Imagine um lugar onde a cultura indígena encontra a moda sustentável, onde a sereia cantora divide o palco com a dança urbana e a cultura POP, onde as pinturas saltam das telas para abraçar a natureza.
Pois é, esse lugar existe e se chama Residência Artística, aqui em Serra Negra! E neste aniversário, o evento será ainda mais especial, pois celebraremos também o Dia Mundial da Água e o Dia Mundial Sem Carne, mostrando que a arte e a sustentabilidade podem caminhar juntas.
Kena Marubo, essa força da natureza em forma de gente, vai estar lá, com pintura corporal e artesanatos, mostrando a riqueza do povo Marubo.
E a Sereia Lúthien? Ah, essa vai te hipnotizar com a voz e te fazer acreditar em sereias de verdade, ainda mais que estaremos no Dia Mundial da Água! Prepare-se para um espetáculo de sereismo que vai te transportar para um mundo mágico, onde a música e a natureza se unem em perfeita harmonia.
E não para por aí! Exposições de arte, dança, cinema, literatura, artesanato, teatro… Ufa! É tanta coisa boa que a gente até se perde!
As paredes da Residência Artística se transformarão em galerias de arte, com obras que celebram a diversidade cultural e a beleza da natureza.
O salão será tomado por apresentações de dança urbana, teatro contemporâneo e música pop, mostrando que a cultura urbana e a natureza podem coexistir em perfeita harmonia.
E os amantes da sétima arte poderão se deliciar com a exibição de curtas-metragens que retratam a cultura local e a importância da preservação ambiental.
E, para completar, uma colaboração especial: traga um petisco vegetariano para compartilhar e celebrar a vida em grande estilo! Afinal, também estaremos celebrando o Dia Mundial Sem Carne! A Residência Artística se transformará em um grande sarau, um piquenique cultural, onde a comida e a arte se unem em um banquete para os sentidos.
Então, já sabe: nos dias 21 e 22 de março, a Residência Artística te espera de braços abertos. Venha celebrar a arte, a natureza e a vida! Prepare-se para um fim de semana inesquecível, onde a cultura, a sustentabilidade e a alegria se encontram em um só lugar!
Para saber os horários, programação e como chegar, acesse https://henriquevieirafilho.com.br/2025/03/12/celebracao-re-arte-evento-multiartistico-gratuito/
Celebração Re-Arte: Evento MultiArtístico Gratuito
| A Sociedade Das Artes convida para o Evento MultiArte de Aniversário (01 ano) da Residência Artística do Circuito Das Águas 21/03/2025 – Dia Mundial Sem Carne – das 18h30 às 21h30 22/03/2025 – Dia Mundial Da Água – das 13h00 às 18h00 Local: Rua São Vicente de Paula, 108 – Serra Negra / SP Google Maps: https://maps.app.goo.gl/rfsX3isTFoSZZKGT8 Entrada Franca – Censura Livre Colaboração: uma guloseima vegetariana para compartilhar RSVP – Whatsapp: +55 11 982946468 |
Exposição de Artes, Mostra Artesanal, Sereismo, Cultura Indígena,
Literatura, Dança, Música e Natureza!
Programação:
A Residência Artística
Residência Artística do Circuito Das Águas Paulista – Serra Negra / SP | Sediada na bucólica estância turística de Serra Negra / SP, tem como um de seus objetivos assessorar talentos artísticos em seus processos criativos e, paralelamente, desenvolver produtos e serviços que sirvam de renda alternativa para pequenos artesãos e artistas expoentes. Clique aqui para acessar o portfólio com as principais ações culturais da Residência Artística! |
Boas Vindas À Residência Artística
É com imensa alegria que convidamos vocês para Comemorar A Residência Artística do Circuito das Águas, um espaço dedicado à criatividade, à inspiração e à conexão com a natureza, que completa um ano de grande repercussão. .
Este evento tão especial será ainda mais significativo, pois coincide com a celebração do Dia Mundial da Água e do Dia Mundial Sem Carne.
Neste dia único, convidamos cada um de vocês a se juntar a nós trazendo um petisco vegetariano (se for vegano, melhor ainda!) para compartilhar. Ao fazê-lo, não só estaremos honrando a arte e a natureza, mas também demonstrando nossa abertura para opções alimentares conscientes que promovem a saúde do planeta.
Além de desfrutar de boa companhia, teremos Sessões de Cinema, Mostra de Artesanato, Música, Dança, Performances Teatrais, Exposição de Artes, Instalação de Moda Sustentável, bate-papo sobre Literatura, Vivências Com Sereia, Cultura Indígena, (com a presença de Kena Marubo – ativista, modelo, artesã, uma das principais vozes das causas ancestrais), Sessões de Fotos e Pintura Corporal, além de conversas inspiradoras sobre arte, sustentabilidade e refletir sobre como podemos contribuir para um mundo mais criativo, saudável e equilibrado.
E, claro, muitas imagens “instagramáveis”, pois, redes sociais também podem e devem atuar a serviço do bem!
Recebam as boas vindas a este momento de celebração, arte e consciência ambiental.
Com entusiasmo e gratidão,
Henrique Vieira Filho e Fabiana Vieira
Agentes Culturais
Serra Negra no Cinema: A Iara e o Saci Circulam Pelos Campos
1a Sessão: Dia 21/03 – das 18h30 às 19h30
2a Sessão: Dia 22/03 – das 13hs às 14hs
O Projeto “Serra Negra no Cinema: A Iara e o Saci Circulam Pelos Campos” propõe que dois importantes documentários curtas-metragens integralmente produzidos e focados em Serra Negra sejam exibidos no formato Cinema Itinerante,.
Com versões em português brasileiro, Libras, legendas descritivas e com audiodescrição, os documentários Iara – Guardiã de Nossas Águas e Cid Serra Negra – 100 Anos do Artista Que Levou o Saci para a Igreja fizeram sua estréia em 2024 e já concorrem no Festival de Curtas-Metragens em Cannes (Cannes Indie Shorts Awards).
Ambos os filmes já conquistaram seus respectivos CPB – Certificados de Produtos Brasileiros emitidos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), que é requisito legal para a exibição pública de obras audiovisuais, estando habilitadas a participar de festivais, receber incentivos fiscais e ser exibidos nos mais diversos meios de reprodução.
Sessão extra: Web Série Só Acredito Vendo, original da CultMente Produções.
Evento Inclusivo:
Acessibilidade: Assentos preferenciais para a 3a idade
Equidade: além da sessão para público geral, serão disponibilizadas também edições com audiodescrição, em Libras e legendas descritivas
Observação: ambiente COM escadas
| Dirigido por Henrique Vieira Filho e produzido por Fabiana Vieira (Sociedade Das Artes) de forma lúdica e poética, este curta-metragem (23 minutos) defende a natureza, entremeando depoimentos de especialistas com um espetáculo de sereismo, onde a Sereia Lúthien canta e a Companhia de Dança Talento executa coreografias. https://youtu.be/0qMM9DkGhWM | |
| Produzido por Fabiana Vieira e dirigido por Henrique Vieira Filho, este curta-metragem (18 minutos) conta, de forma poética, com muitas imagens, músicas e animações computadorizadas, a trajetória do grande pintor naif, Cid de Abreu, mais conhecido como Cid Serra Negra. https://youtu.be/JrQwqzRejzY?feature=shared | |
| Convidado especial: Websérie original do CultMente Produções, Só Acredito Vendo acompanha um jornalista em sua busca por provar- ou não-, que é possível se manter ativo na terceira idade. https://youtube.com/playlist?list=PLZCxQ5u4eWMUR_MAjQ0HopobHC1Oj3i1r&si=Wk7d-0RzNxzQMZDC |
Clube de Leitura: “Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo”
Dia 21/03 – 19h30 às 21h30
Bate-papo descontraído sobre a obra “Ideias para adiar o fim do mundo”.
| Ailton Krenak, ativista, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro, primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em seu livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, questiona a visão dominante da sociedade sobre a natureza e propõe uma nova forma de relação com o planeta |
Com destaque para a presença de Bruno Marcelo (indígenas Guaianazes) e Kena Marubo.
| Kena Marubo é ativista indígena, artesã e modelo brasileira, membro do povo Marubo, originário da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. Ela utiliza sua visibilidade para promover a cultura indígena e defender os direitos dos povos originários. Além de seu trabalho como modelo, Kena é uma talentosa artesã, produzindo peças que refletem a rica tradição de seu povo. Ela também se dedica à divulgação da cultura Marubo através de suas redes sociais, onde compartilha informações sobre sua história, costumes e tradições. Kena Marubo é uma voz importante na luta pela preservação da cultura indígena e pela defesa do meio ambiente. |
Cores da Nossa Terra: Celebrando a Diversidade Artística
Dia 22/03 das 14hs às 18hs
Um espetáculo multiartístico que une os Projetos “Do Rural Ao Urbano – A Diversidade Das Artes De Serra Negra” e “Serra Negra: Um Passeio pelas Cores do Mundo” apresentando exposição de artes plásticas, literatura, música, dança, performance teatral e cultura indígena.
- A exposição de artes plásticas, a mostra artesanal e a instalação de moda sustentável permanecem abertas à visitação durante todo o período da tarde.
- A sessão de cinema com os curtas-metragens acontece das 13 às 14hs.
- Por sua vez, as apresentações artísticas se alternam e interagem entre si e com o público, sem uma ordem rígida previamente definida, transcorrendo das 14 até 18h00.
Mostra “Mãos que Criam”
A Mostra é parte do Projeto “Cultura Popular e Artesanal de Serra Negra: Valorizando os Mestres Artesãos e Cultivando Novos Talentos”, que tem como objetivo principal valorizar e preservar a rica cultura popular e artesanal.
Paralelamente, transcorrerá um bate-papo com os artistas que contam suas experiências e estratégias para a valorização do artesanato .

Exposição de Artes Plásticas:
Do Rural Ao Urbano – A Diversidade Das Artes De Serra Negra
| Henrique Vieira Filho é um artista plástico multifacetado, com um estilo que transita entre o surrealismo figurativo e a arte contemporânea. Sua obra é marcada pela forte presença de elementos da natureza, do folclore brasileiro e das mais variadas mitologias, explorando temas como a ancestralidade, a espiritualidade e a relação entre o ser humano e o meio ambiente. | |
Kena Marubo | A Escolha de Lindóia |
| Além de obras que já estiveram em exposições em Londres, Paris, Miami e Milão, pinturas inéditas inspiradas na literatura indigenista e na própria Kena Marubo estarão na Residência Artística. | |
Instalação Multi Arte: Tecidos Recicláveis em Eco-Narrativas
| A arte têxtil convida o público a uma imersão na natureza através da moda sustentável e artesanato. Tecidos reciclados e macramê se unem para criar dois cenários interligados: uma árvore majestosa em meio à floresta e uma cachoeira que flui com leveza. A instalação busca despertar a consciência ambiental e celebrar a beleza da natureza, mostrando como a arte pode ser um instrumento de transformação e reconexão com o planeta. |
| Maria Goretti da Silva éArtista Têxtil, Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCC, com pós-graduação em Gestão do Design de Moda pelo SENAI e Master Design pelo IED, Instituto Europeu de Design, Docente nas disciplinas Modelagem e Técnicas de Produção do curso superior de Design de Moda por 15 anos. | |
| Fabiana Vieira é Artista Têxtil em Macramê, produtora, organizadora de eventos, cineasta, gerente de projetos e coordenadora da Residência Criativa. |
Sessões de fotos, vídeos e pintura corporal (jenipapo ou urucum) com Kena Marubo:
Além de cenários da natureza local, a Residência Artística também será palco para fotos e pintura corporal da Cultura Marubo e de interpretação de personagens indígenas do folclore e da literatura brasileira, como a Sereia Iara, a guerreira Obirici e o sacrifício de Lindóia (da obra de Basílio da Gama).
Vivência Sereística e Musical, com a Sereia Luthien
Bióloga, ativista ambiental e cantora, Camila Postal e seu alter-ego (ou será este o seu verdadeiro eu?) Sereia Lúthien a todos encanta com suas performances musicais e sua mensagem pela preservação da Natureza.
A Sereia Cantora |
O público presente terá a oportunidade de vestir uma cauda de sereia (simples de colocar, como um avental) pintada pelo artista Henrique Vieira Filho como momento “instagramável” do evento ou, mediante combinação prévia, até mesmo vestir uma cauda profissional, sob a supervisão da Sereia Lúthien.
Natureza Urbana: Dança e Cultura Pop Florescem no Campo
Apresentações artísticas que celebram a fusão entre a cultura urbana e a natureza ancestral.
Música, dança e teatro de estilos urbanos e modernos, se entrelaçam com a beleza da paisagem natural, criando um diálogo entre o contemporâneo e o ancestral.
As pinturas de Henrique Vieira Filho, que exploram a relação entre o pop e a natureza, complementam a experiência, convidando o público a refletir sobre a coexistência harmoniosa entre o urbano e o rural.
Dança Urbana Ane KG Gomes | Teatro Kauã Gabriel | Cultura Pop Igor Mota Marques | Pinturas de Henrique Vieira Filho |
Meu Deus, Isto Fala!
Neste artigo, Henrique Vieira Filho apresenta curiosidades sobre o telefone, desde a participação de D. Pedro II na divulgação do invento, até os preços astronômicos praticados há algumas décadas e dados históricos de sua implantação em Serra Negra.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6345, de 10/03/2023
Foi isso que D. Pedro II exclamou quando Graham Bell o apresentou. Mesmo no presente, muita gente não vive sem ele, tanto que uma certa “lady” fica gaga ao cantar “Telephone”. Hoje, 10 de março, é comemorado o seu dia, data em que foi patenteado, em 1876.
Sebastião P. Cunha, em seu livro “Serra Negra – Seu Povo, Suas Epopéias” nos conta que a cidade teve sua primeira rede telefônica, em 1907, ano da fundação do jornal “O Serrano”.
Já o “Alcebíades disse… e a história confirma” (Gráfica Foca – 2012) que, em março de 1965, este jornal publicou o artigo “Um sonho que se transforma em realidade”, reportando que a STEL – Sociedade Telefônica da Estância Ltda. disponibilizaria um grande avanço: 400 telefones automáticos (antes, as ligações precisavam passar por uma telefonista)! E pela bagatela mensal de 10 mil cruzeiros (equivalente a uns R$ 210,00 atuais).
Por sinal, durante décadas o custo de uma linha telefônica era tão elevado que tinha que ser declarado no imposto de renda como “patrimônio”! Nos anos 70, para ter uma linha, precisaria desembolsar o equivalente a R$ 30 mil atuais. Os avanços tecnológicos dos anos 80, somado à privatização da telefonia (antes, era monopólio do governo) fez despencar para cerca de uns R$ 100,00, já em 1998.
De lá para cá, ainda mais com a implantação da telefonia móvel (celulares), cuja infraestrutura dispensa a instalação de quilômetros de fios interligando os pontos, está cada vez mais acessível e relativamente barato, conectar as pessoas.
Os telefones fixos caíram em desuso (exceto, aqui na nossa região…) e os celulares se tornaram onipresentes e multitarefas: neles, você acessa a internet, escreve, faz contas, assiste televisão, ouve rádio, mapeia suas rotas (GPS), organiza sua agenda, paga suas contas, fotografa, filma, compra, vende… Enfim, são tantos recursos integrados, tantas utilidades que a gente nem lembra mais que ainda existe ainda uma outra finalidade: telefonar!
Chá de Semancol
Neste Dia Internacional das Mulheres, Henrique Vieira Filho nos conta, em seu artigo para o Jornal O Serrano, algumas divertidas histórias transcorridas por ele ter estudado e trabalhado em grupos majoritariamente femininos.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6395, de 08/03/2024
Nascido da gíria dos anos 70 (“se manca, bicho!”) esse poderoso remédio que tanta falta faz a nós, homens, é muito lembrado na data de hoje: Dia Da Mulher.
Até mesmo quando buscamos apoiar, como é o caso do movimento que faço parte, o “He For She” (Eles Por Elas), corremos um sério risco de cometer um lapso e desagradar.
Com raras exceções, nunca me dei bem com homens; sempre preferi e ainda prefiro a companhia feminina.
Fora a minha mãe (Freud explica…), me relaciono bem com todas.
Na época da escola eram três meninos dentre quarenta garotas, as quais até me concediam alguns privilégios extra oficiais, como por exemplo, usar o banheiro feminino que ficava ao lado da sala (o masculino ficava do outro lado do prédio).
E ai de mim quando paquerava alguém de outra classe! Dentre as várias e hilárias sabotagens que elas aprontaram, lembro bem de duas.
Certa feita, enquanto acariciava meu tórax, uma amiga perguntou se, realmente, eu marquei encontro com determinada aluna da outra classe, o que confirmei, resultando no seguinte diálogo:
“_ E como você vai explicar para ela? _ Explicar o quê? _ Este baita arranhão no seu peito!” E só ouvi um som de rasgo da pele e a sensação do sangue escorrendo…
Outra ocasião, nova tentativa de marcar encontro e eis que noto as colegas de sala dando início a mais um plano maquiavélico. A primeira delas se aproxima, com a seguinte fala: “_Oi, amor! Tudo certo para esta sexta-feira, não é? Te amo!”. Nem um minuto se passou e veio a segunda: “_Nosso encontro de sábado está mais do que combinado, nem pense em dar “bolo!”. Alguns segundos depois, a terceira deu o tiro de misericórdia: “_Confirmado: domingo meus pais irão sair e teremos o apartamento só para nós!”…
Até na vida adulta, o feminino sempre foi maioria na minha vida: 90% ou mais dentre Terapeutas são mulheres (inclusive, a clientela) e, no mundo das Artes, a porcentagem se mantém.
E, justificando o título de hoje, conto mais o seguinte “causo”: após centenas de atendimentos gratuitos em um mesmo dia, as Terapeutas se reuniram à noite para relaxar com uma linda dança circular, cantos e arteterapia.
No dia seguinte, um colega Psicanalista mostrou-se magoado por não ter sido convidado. Elas explicaram que não podiam, pois era “só para mulheres”, o que ele retrucou: “_Mas, eu vi vocês convidarem o Henrique! _Sim, pois nós sabemos que ele usa “semancol”.
O Circuito dos Pedágios: Um Tributo a Nabucodonosor
Esta sarcástica crônica de Henrique Vieira Filho traça um paralelo irônico entre os pedágios modernos e sua origem na Babilônia de Nabucodonosor, passando pela Idade Média, o Brasil colonial e até mesmo figuras lendárias como Robin Hood.
Com humor ácido, o texto critica a proliferação de pedágios no Circuito das Águas Paulista, onde visitar cidades vizinhas corre o risco de virar uma experiência paga.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6443 de 07/03/2025
Ah, o pedágio! Essa instituição milenar que nos acompanha desde os tempos em que a Babilônia era o centro do universo conhecido. Há mais de quatro milênios, os babilônios, com sua visão de negócios à frente de seu tempo, já haviam percebido que cobrar uma taxinha para quem quisesse usar suas estradas era uma excelente forma de encher os cofres reais. Afinal, quem ousaria discordar do rei Nabucodonosor quando ele exigisse uns trocados para deixar você passar com sua caravana de especiarias?
E não pense que a ideia se perdeu no tempo! Na Idade Média, os senhores feudais, sempre sedentos por mais ouro, logo perceberam que podiam fazer o mesmo. Cobravam pedágio para cruzar pontes, estradas e até mesmo para entrar em suas terras. Era uma festa para os coletores de impostos e um pesadelo para os viajantes.
No Brasil do século XVIII, a Rota dos Tropeiros (coincidente, em parte, com a atual Rodovia Régis Bittencourt) era um verdadeiro festival de pedágios. Os tropeiros, coitados, deviam carregar um mapa com todos os postos de cobrança para não serem pegos de surpresa! Há quem diga que era para uma boa causa: a reconstrução de Lisboa, após o terremoto de 1755. Bom, ao menos tinham uma justificativa elegante.
Na ficção, Robin Hood “cobrava” dos ricos que passavam pela floresta para dar aos pobres. Na vida real, conheci algo similar aplicado em uma passarela para pedestres sobre a Via Dutra: também eram foras-da-lei, só que tiravam dos pobres e davam para si mesmos…
E agora, meus amigos, chegamos ao ápice da tragicomédia: no Circuito das Águas Paulista, os governantes, em sua infinita sabedoria, decidiram que a melhor forma de unir as cidades é… cobrando pedágio entre elas! Afinal, nada como pagar para visitar o vizinho, não é mesmo?
Imagina só: você quer tomar um café em Serra Negra, mas antes precisa passar por um pedágio. Quer dar um pulinho em Águas de Lindóia para relaxar nas termas? Prepare o bolso! É pedágio na certa. E assim, vamos transformando o Circuito das Águas em um verdadeiro “Circuito dos Pedágios”.
Dizem que viajar abre a mente, mas com esse tanto de pedágio, o único que se abre mesmo é o porta-luvas – para procurar as moedas que sobraram do último troco…
Release – Exposição de Artes – Dia Do Advogado
Exposição de Artes – Dia Do Advogado
Artem Erga Omnes (Arte Para Todos)
Data: 11 de agosto de 2023 – Horário: 15hs
Artista: Henrique Vieira Filho
Local: Salão do Fórum Clóvis Bevilacqua – TJSP
Endereço: Pça. Barão de Rio Branco, 71 – Serra Negra – SP
Entrada Franca
Abordagem original, excelente tanto para mídias visuais, quanto escritas, para uma Pauta que antes parecia “sem sal”: 11/08 – Dia do Advogado!
Ares, Atena, Osiris, Parajás Tupis-Guaranis, Maria Compadecida e Cristo Redentor
Se busca imagens, as belas artes de Henrique Vieira Filho retratam passagens das mitologias grega-romana, egípcia e indígena, além das tradições do cristianismo tendo a Justiça como tema.
Para veículos que privilegiam a escrita ou a fala, dispomos tanto de uma tonalidade leve e bem-humorada das clássicas histórias envolvendo os personagens lendários, históricos e os símbolos da advocacia, quanto também disponibilizamos uma abordagem de crítica social, como o culpar as vítimas femininas na “justiça” mitológica.
Henrique Vieira Filho trouxe para Serra Negra a proposta de ressignificar positivamente os edifícios dos tribunais por meio de exposições de obras de arte abertas ao público .
Maiores informações:
(11) 98294-6468 – [email protected]
Clique aqui para download do release completo em arquivo DOC
A seguir, imagens e detalhes de algumas das obras em exibição:
Tela: Parajá – The Brazilian Indigenous Goddess of Justice
Artista: Henrique Vieira Filho
As Parajás são três divindades indígenas brasileiras femininas: da honra, do bem e da justiça, sendo esta última a quem esta obra homenageia.
Em paralelismo com as versões gregas da deusa, o tacape faz as vezes tanto do martelo do juiz, quanto da espada justiceira.
Os pratos de coco balançam suspensos em cipós, pesando os argumentos prós e contras e os olhos permanecem abertos, para que a justiça pondere atenuantes e agravantes, ao invés de aplicar leis cegamente.
As páginas impressas com legislação estão aos seus pés, para nos lembrar que a Justiça Divina está acima da humana.
Tela: The Compassionate
Artista: Henrique Vieira Filho
Óleo Sobre Tela – 60 x 90 cm – 2023
Inspirado pela obra “O Auto Da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e pelo nascimento de seu neto, o artista Henrique Vieira Filho cria uma versão naif de Maria e Jesus.
Tela: Christ – The Redeemer
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
Em uma releitura que homenageia o estilo naif de Cid Serra Negra, que foi aplicado à figura icônica da estátua do Cristo Redentor da cidade de Serra Negra, rodeado de anjos, arcanjos e querubins, cuja aparência tradicionalmente européia foi substituída por afrodescendentes, indígenas e até o Saci-Pererê, representando a miscigenação de nossos povos e culturas.
Tela: The Judgment of Ades
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
Em uma releitura que homenageia o afresco “Sala dei Giganti”, de Giulio Romano e esculturas de Antonio Kanova, esta obra retrata o deus Ades (Marte) como sendo o primeiro advogado, defendendo a si mesmo pelo assassinato de Alirótio, filho de Poseidon, argumentando com a atenuante de que este violou sua filha, Alcipe. Tendo os demais olimpíanos como jurados, Zeus como juiz, esta história inspirou a formatação dos primeiros tribunais da Grécia antiga.
Tela: The Court of Osiris: Weighing Your Heart
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
O Livro Dos Mortos, do Egito, determina as regras do julgamento das almas, em que, perante 42 juízes, o deus Osíris pesa o coração do falecido, que precisa ser tão leve quanto uma pluma para merecer o acesso ao submundo.
Tela: Medusa
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 120 x 80 cm
Na Psicanálise, a Medusa simboliza os aspectos negados da personalidade, o que paralisa e torna pedra a quem não aceita a própria Sombra.
Socialmente, o mito reflete o ato de culpar a vítima, pois era uma sacerdotisa virginal da deusa Atena que foi violentada por Poseidon. Considerada a divindade da inteligência, das artes e da justiça, ainda assim, a deusa puniu Medusa, transformando-a em um monstro.
Exposição de Artes – Dia Do Advogado
Artem Erga Omnes (Arte Para Todos)
Artista: Henrique Vieira Filho
Data: 11 de agosto de 2023 – Horário: 15hs
Local: Salão do Fórum Clóvis Bevilacqua – TJSP
Pça. Barão de Rio Branco, 71 – Serra Negra – SP
Entrada Franca
É com grande prazer que convidamos para a conclusão do Projeto Artístico “Direito À Arte”, com a inclusão de novas obras, especialmente criadas em homenagem ao Dia Do Advogado.
O encerramento da exposição presta uma justa homenagem aos Advogados em seu dia comemorativo através de novas artes inéditas de Henrique Vieira Filho retratando a Justiça na mitologia grego-romana, egípcia e indígena brasileira.
Maiores informações:
(11) 98294-6468 – [email protected]
A seguir, imagens e detalhes de algumas das obras em exibição:
Tela: Parajá – The Brazilian Indigenous Goddess of Justice
Artista: Henrique Vieira Filho
As Parajás são três divindades indígenas brasileiras femininas: da honra, do bem e da justiça, sendo esta última a quem esta obra homenageia.
Em paralelismo com as versões gregas da deusa, o tacape faz as vezes tanto do martelo do juiz, quanto da espada justiceira.
Os pratos de coco balançam suspensos em cipós, pesando os argumentos prós e contras e os olhos permanecem abertos, para que a justiça pondere atenuantes e agravantes, ao invés de aplicar leis cegamente.
As páginas impressas com legislação estão aos seus pés, para nos lembrar que a Justiça Divina está acima da humana.
Tela: The Compassionate
Artista: Henrique Vieira Filho
Óleo Sobre Tela – 60 x 90 cm – 2023
Inspirado pela obra “O Auto Da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e pelo nascimento de seu neto, o artista Henrique Vieira Filho cria uma versão naif de Maria e Jesus.
Tela: Christ – The Redeemer
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
Em uma releitura que homenageia o estilo naif de Cid Serra Negra, que foi aplicado à figura icônica da estátua do Cristo Redentor da cidade de Serra Negra, rodeado de anjos, arcanjos e querubins, cuja aparência tradicionalmente européia foi substituída por afrodescendentes, indígenas e até o Saci-Pererê, representando a miscigenação de nossos povos e culturas.
Tela: The Judgment of Ades
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
Em uma releitura que homenageia o afresco “Sala dei Giganti”, de Giulio Romano e esculturas de Antonio Kanova, esta obra retrata o deus Ades (Marte) como sendo o primeiro advogado, defendendo a si mesmo pelo assassinato de Alirótio, filho de Poseidon, argumentando com a atenuante de que este violou sua filha, Alcipe. Tendo os demais olimpíanos como jurados, Zeus como juiz, esta história inspirou a formatação dos primeiros tribunais da Grécia antiga.
Tela: The Court of Osiris: Weighing Your Heart
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm
O Livro Dos Mortos, do Egito, determina as regras do julgamento das almas, em que, perante 42 juízes, o deus Osíris pesa o coração do falecido, que precisa ser tão leve quanto uma pluma para merecer o acesso ao submundo.
Tela: Medusa
Artista: Henrique Vieira Filho
Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 120 x 80 cm
Na Psicanálise, a Medusa simboliza os aspectos negados da personalidade, o que paralisa e torna pedra a quem não aceita a própria Sombra.
Socialmente, o mito reflete o ato de culpar a vítima, pois era uma sacerdotisa virginal da deusa Atena que foi violentada por Poseidon. Considerada a divindade da inteligência, das artes e da justiça, ainda assim, a deusa puniu Medusa, transformando-a em um monstro.
Slow Art Day Brazil 2023
O ponto cultural Sociedade Das Artes convida para o evento:
Slow Art Day Brazil
Desacelere, Aprecie e Vivencie A Arte
Circuito Das Águas Paulista – Serra Negra/SP
15 de Abril de 2023 – 15hs
Entrada Franca
RSVP – Whatsapp: +5511092946468
Coordenação: Henrique Vieira Filho
Serra Negra entra no mapa internacional do Slow Art Movement, que conta com a adesão de galerias e museus nas maiores cidades do mundo, que reservam datas em abril de cada ano para que os visitantes apreciem Arte com o “coração”.
Ao invés de apenas visitar uma galeria, ainda melhor será EXPERIENCIAR a Arte, sem pressa!
A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.
A Sociedade Das Artes, mudou de endereço: da maior metrópole sul americana (São Paulo – Brasil) para a linda e pacata estância turística de Serra Negra.
Aqui, o Slow Movement (para conhecer, acesse Slow Movement: Desacelere, Viva Muito e Viva Bem!) é o estilo de vida habitual dos moradores e turistas.
O artista Henrique Vieira Filho abre ao público seu estúdio neste dias 15 de abril, às 15hs (Slow Art Day Brazil). Para termos a melhor experiência, solicitamos a gentileza de confirmar previamente a presença via Whatsapp: +5511092946468.
A tartaruga, símbolo mundial da Slow Art em parceria com o brasileiríssimo bicho-preguiça
A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.
Comemorado no dia 8 de abril, o “Slow Art Day” é uma ação mundial voluntária, por parte de museus e galerias, com adeptos principalmente nos EUA e também no Brasil, com a Sociedade Das Artes.
Como grande incentivador da proposta e representante oficial do movimento, no Brasil, Henrique Vieira Filho soma à Arte, sua experiência como Psicanalista, propondo vivências ainda mais enriquecedoras aos participantes.
Algumas curiosidades sobre o Movimento Slow Art:
- A média gasta por um visitante em frente a uma obra de arte é, segundo o “The New York Times”, de 15 a 30 segundos.
- O Slow Art Day orienta aos observadores das Artes que dediquem de cinco a dez minutos a cada obra escolhida e, então, lhes propicia a oportunidade de conversar sobre a experiência com outros espectadores, comumente, com a mediação de um Artista ou um Curador
- Phil Terry, CEO da Collaborative Gain, Inc. é o idealizador do Slow Art Day. Frequentador rotineiro de galerias e museus, mudou radicalmente seu modo de apreciar e interpretar as obras, após ter experienciado, pela primeira vez, dedicar longos minutos para cada obra, em 2008, no Museu Judaico, passando a incentivar esta forma de vivenciar a Arte.
- Museus, galerias e veículos de comunicação mensuram o sucesso de uma exposição pelo número de visitantes, pois são dados objetivos, e somente com o Movimento Slow Art é que estão dando a devida importância ao subjetivo, ou seja, a satisfação dos frequentadores.
- No Brasil, o pioneiro (e também representante oficial do Movimento) em Slow Art é o Artista Plástico Henrique Vieira Filho, sendo que suas Exposições individuais sempre contam com cadeiras para que os visitantes possam admirar confortavelmente as obras, além da contarem com a presença do próprio Artista para conversar sobre as pinturas e esculturas.
Para saber mais:
- A Monalisa E O Movimento Slow Art
- The Washington Post – O movimento da Slow Art (“arte sem pressa”) não se trata apenas de olhar continuamente para as pinturas.
Revista Artivismo – V 3 – N 3 – 2023 – Editorial
Editorial
Esta edição é praticamente um mostruário dos novos rumos da Revista Artivismo, que passa a abordar também temas que impactam o mundo das artes visuais profissionais: valorização dos trabalhos artísticos, garantia de direitos autorais e proteção ao patrimônio dos que investem adquirindo obras.
O artigo A Arte De Falsificar Arte comprova que não só os grandes artistas são vítimas de falsificações e plágios. Muitos falsários vem optando por minimizar riscos, passando a fraudar obras de médio valor financeiro. O caminho para salvaguardar e valorizar os verdadeiros autores passa pelo registro das obras e, em caso de já falecidos, o laudo pericial de autenticidade é a solução para os donos das artes resgatarem o valor real de venda.
Já em Certificado de Autenticidade Ideal é apresentada uma análise comparativa entre as melhores opções disponíveis para autenticar suas artes, concluindo pela opção ideal, que inclui versões física e digital, selo de autenticidade, registro no “blockchain” (cartório virtual) e DOI (o mesmo utilizado para trabalhos científicos e acadêmicos), tudo explicado em detalhes e fartamente ilustrado com exemplos reais.
Henrique Vieira Filho
MTB 0080467/SP
Jornalista Responsável