Eclipsaram O Eclipse

Neste artigo, o artista e psicoterapeuta Henrique Vieira Filho nos fala sobre as curiosas explicações das culturas milenares (inclusive, a tupi-guarani) sobre o fenômeno dos eclipses.

Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6305, de 20/05/2022

São Pedro (ou teria sido a deusa tupi Amanaci?) encobriu os céus com pesadas nuvens e não nos deixou assistir ao recente eclipse lunar. 

Hoje em dia, este tipo de evento é bastante apreciado, porém, na antiguidade, era tido como mau agouro, pois ou o Sol, ou a Lua estariam sendo devorados por alguma criatura mística.

A reação mais comum era fazer o máximo de barulho possível, para que parassem logo!

Na Índia, era a cabeça imortal do demônio Rahu que os engole, mas, como não tem corpo, escapam por baixo; para os vikings, um par de lobos eram os esfomeados; no Vietnã, o devorador de astros era um sapo; na China, um dragão; na Coréia, eram cachorros brincando.

Contrariando a maioria, algumas culturas como a dos Navajos e de certas tribos do Taiti e da África interpretam os eclipses como estando os deuses solares e lunares brigando ou namorando entre si.

No Brasil, temos ambas as versões! Em uma delas, ora irmãos homens, ora casal, Sol e Lua estão lutando, devendo ser apartados com “panelaços”, tambores e flechadas. 

Já outro mito tupi-guarani culpa a Juma, ops, a Xivi, uma onça celestial, que persegue e devora os astros irmãos.

Uma variante desta história conta que tudo começou com uma briga de pescaria entre o espírito Charia (que viria a ser o jaguar devorador celeste) e os irmãos Sol e Lua.

A cor avermelhada de certos fenômenos lunares é o sangue que transborda destas batalhas e de outras histórias.

Uma das “fofocas” do “Olimpo Tupiniquim” diz que o Lua (era masculino) sangrou das flechadas que levou enquanto fugia dos flagrantes de suas desventuras amorosas.

Os Paracanãs, da região entre Xingu e Tocantins, nos contam que, originalmente, eram os homens que menstruavam! 

Isso mudou quando um herói mitológico fez uma ponte do chão até o céu, fixando-a com flechas na Lua, cujas gotas de sangue caíram sobre as mulheres da tribo, que tomaram para si a função.

Por essas e por outras é que, não só no Brasil, como em diversas culturas, sempre evitam a exposição à “lua de sangue”: vai que “destroca”!

Onça Celestial Devoradora De Astros” - Arte: Henrique Vieira Filho
Onça Celestial Devoradora De Astros” – Arte: Henrique Vieira Filho

Tricocheteando

Neste artigo, o artista e psicoterapeuta Henrique Vieira Filho trata da origem milenar do tricô e crochê, sua importância através dos tempos, conquistando as passarelas de moda

Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6304, de 13/05/2022

Seja utilizando ganchos (“crochet”, em francês), ou varetas/agulhas (“tricot”, outra palavra francesa), entrelaçar fios acompanha a humanidade faz milênios e sua real origem é incerta.

Já foram encontradas, preservadas, obras sofisticadas, como bonecas chinesas e ornamentos tribais peruanos, em crochê, que datam mais de 2 mil anos, até par de meias egípcias tricotadas em algodão, do século 11.

Na Grécia antiga, o épico “Odisseia” nos apresenta a Penélope, que tricota de dia e desfaz à noite, adiando o prazo para casar, na esperança que Ulisses volte de Tróia.

Datando 1275, foram encontradas na Europa, capas de travesseiro, em tricô, no túmulo do príncipe Fernando de La Cerda.

Naquela época, eram técnicas restritas à igreja e à nobreza, só vindo a se popularizar 400 anos depois.

Durante as guerras mundiais, tricotar chegou a ser um ato patriótico com o objetivo de aquecer os soldados, passando a ser incentivado e ensinado nas escolas.

No século 20, graças a grandes estilistas como Schiaparelli, Rykiel e Chanel, ocorreu o “empoderamento fashion” do tricô, conquistando musas como Audrey Hepburn, Brigitte Bardot e Catherine Deneuve e as passarelas do mundo todo.

Nos anos 80 e 90, o “surto” de  tricô industrial, sem preocupação com “design”, o colocou na “lista negra” da moda, “status” revertido em nossos dias, com marcas de renome revalorizando versões luxuosas e artesanais.

A migração italiana trouxe esta Arte para nossas terras e, ainda que muito forte em Monte Sião, a prática conquistou toda a região.

Lembro de minha avó Emma, nascida em Amparo, que jamais desperdiçou nenhum tecido: roupas e meias rasgadas, panos esfarrapados, enfim, tudo era unido em grossos fios que, juntos a retalhos, milagrosamente, se transformavam em tapetes e colchas.

Recordo de minha tia Arthema e prima Vera, que nos bancos da praça de Serra Negra, com suas varinhas mágicas, criavam casacos e cachecóis, vendo a Banda Lira passar, cantando coisas de amor.

Por tudo isso, tenho que agradecer e parabenizar aos “Quadradinhos de Amor” pela nostálgica experiência de transitar por suas obras de arte e de caridade (irão para doação aos necessitados). 

Passear descalço, sobre tanto amor, não tem preço!

Filhos Da Mãe

Neste artigo, o artista e psicoterapeuta Henrique Vieira Filho homenageia as mães ao contar sobre as deusas maternais das mais variadas culturas e a curiosa história da pintura milagreira de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, atribuída a São Lucas, retratando Maria e bebê Jesus.

Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6303, de 06/05/2022

A data comemorativa é estratégia comercial, porém, o culto a uma figura feminina acolhedora, que nutre, ama, protege, perdoa e nos acode, este sim é universal.

Isis (Egito), Shakti (Índia), Deméter, Gaia, Héstia (Grécia), Nanã (Suméria), dentre incontáveis divindades, refletem a memória ancestral da humanidade, reprisando padrões universais (arquétipos) do culto à Grande Mãe.

Até mesmo as correntes religiosas monoteístas e patriarcais se viram obrigadas a incluir o feminino em suas tradições.

De Constantinopla, os Cruzados trouxeram inúmeras estátuas (origem das “aparecidas”) e pinturas de madonas divinas que se tornaram relíquias sagradas e pontos focais de orações.

Tradicional pose de Ísis amamentando Horus
Escultura egípcia do Período Ptolomaico (entre 712-323 aC)
Met Museum - N.Y.

Tradicional pose de Ísis amamentando Horus

Escultura egípcia do Período Ptolomaico (entre 712-323 aC)
Met Museum – N.Y.

O catolicismo se rendeu a Maria, a quem os devotos recorrem com pedidos que somente quem é MÃE poderia atender. 

Eis a razão de ser de uma se suas variantes, a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (seu nome já diz tudo), a qual, assim como a Nossa Senhora do Monte Carlo (mãe da Polônia), ganharam o mundo nas pinturas de São Lucas (meu colega terapeuta e artista plástico).

Maria e Jesus posando para São Lucas, sendo retratados por Henrique Vieira Filho, tendo ao fundo a cidade de Socorro/SP - releitura surrealista da obra de Maerten Van Heemskerck
Ilustração: Maria e Jesus posando para São Lucas, sendo retratados por Henrique Vieira Filho, tendo ao fundo a cidade de Socorro/SP – releitura surrealista da obra de Maerten Van Heemskerck

Imagem de Nossa Senhora do Monte Carlo, mãe da Polônia, feita por São Lucas
“Imagem de Nossa Senhora do Monte Carlo, mãe da Polônia, feita por São Lucas”

Sejam mesmo as originais “pintadas por Lucas nas madeiras da mesa da Santa Ceia”, sejam releituras de pintores anônimos, para estas telas foram erguidos santuários que recebiam romarias de “filhos” em busca de piedade materna e redenção. 

Uma interessante história conta que, nos idos do Século XV, a pintura do Perpétuo Socorro foi roubada e, mesmo raptada, ela é quem salvou, milagrosamente, o navio que a levava, que estava naufragando. 

O larápio se apegou à tela, tanto que somente no leito de morte, suplicou que ela fosse devolvida à igreja.

Esse desejo só foi cumprido muitas décadas depois, e, ainda assim, só porque a santa apareceu para uma menina, dizendo exatamente em qual igreja a pintura deveria ser entregue. 

Lá permaneceu por 300 anos, voltando a desaparecer e reaparecer através dos tempos, até chegar em sua morada definitiva, a Igreja de Santo Afonso.

Como em coração de mãe sempre cabe mais um, a santa ainda arrumou tempo de adotar uma cidade, aqui mesmo, no nosso Circuito das Águas!

São Pedro Ou Amanaci: Quem É O Manda-Chuva?

Neste divertido conto, o Artista Visual e Psicanalista, Henrique Vieira Filho aborda as lendas sobre divindades das chuvas, incluindo a mitologia indígena brasileira e santos católicos.

Artigo publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6291, de 11/02/2022

Com a previsão do tempo para estes dias, o tema nem podia ser outro!

Pode “tirar o cavalinho da chuva”, pois a lista de divindades “suspeitas” por tanta água é bem longa: Ishkur, da Suméria; Ninurta, da Mesopotâmia; Tefnut, do Egito; Adad, da Babilônia; Baal, da Cananéia; Indra, da ìndia; Zeus, da Grécia; Chac, dos maias; Illapa, dos incas; Tlaloc, dos astecas, etc, etc…

Tamanha é a importância das chuvas para a humanidade que todos os povos encontram alguém para quem rezar pelo clima.

E no Brasil, quem é o “manda-chuva”? O primeiro a ser indiciado é São Pedro. Afinal, graças ao seu alto cargo e com acesso a todas as chaves, tem os meios para abrir as comportas do céu. 

Há quem diga até que ele usa pseudônimo e que seu verdadeiro nome é Simão. Como agravante, temos o testemunho do compositor Jorge Bem Jor, que alega que há uma disputa com Santa Clara, que anda desfazendo o aguaceiro do suspeito.

 Eis um trecho do depoimento: “Santa Clara, clareou. E aqui quando chegar vai clarear. Enxugando o sereno com seus raios solares. Cheio de esplendor”.

Para sermos justos, existe uma outra indiciada, a deusa Amanaci, que possui uma alcunha “incriminadora”: Mãe das Chuvas! De origem Tupi, tem evitado os “paparazzi”, a tal ponto de quase passar despercebida ultimamente. 

Enfim, tanto São Pedro, quanto Amanaci, tem acessos a todos os meios e tiveram todas as oportunidades para cometer o “ilícito” de tantas chuvas.

Contudo, falta desvendar qual seria a motivação. Denúncias anônimas afirmaram que não houve crime nenhum, pois foi um caso de legítima defesa!: a humanidade é quem atentou contra a Natureza! Assim sendo, todas as divindades não tiveram alternativa, a não ser intervir: dilúvio, de novo!

Creio que é justo. Afinal, “quem semeia vento, colhe tempestades”.

Ano Novo, Calendário Velho

Henrique Vieira Filho aborda para o Jornal O SERRANO (Nº 6287, Ano CXIV, de 14/01/2022) o artigo aborda a origem milenar dos calendários e o significado mitológico e político dos nomes de cada mês do ano.

Nosso calendário atual é povoado por deuses, imperadores e algarismos romanos!

O mês de Janeiro é dedicado ao deus Janus, protetor de todos os recomeços, representado com duas faces, uma voltada ao passado, outra, ao futuro.

“God Janus” – acrílico sobre tela

Fevereiro é o mês reservado às cerimônias de purificação e expiação denominadas Februa, em honra à divindade de igual nome.

Março é relativo a Marte, deus guerreiro. Como a primavera (hemisfério norte…) aflora no mês seguinte, o nome é Abril, que significa “abrir”, período que homenageia Vênus, Flora, Vesta e Ceres.

O mês de Maio possui variadas versões: ora deriva da deusa Maia, mãe de Mercúrio, ora pode originar de “aos Maiores” (Maius), ou seja, período dedicado aos mais velhos, aos antepassados.

Por sinal, esta versão corrobora a de que Junho (Iunius = jovens) fosse um período em homenagem aos jovens; outrossim, também pode ser atribuído à deusa romana Juno.

Os meses de Julho e Agosto homenageiam os imperadores romanos Júlio e Augusto, iniciando-se, a partir deste ponto, a nomeação sequencial numérica para os demais: Setembro (7), Outubro (8), Novembro (9) e Dezembro (10).

Na antiguidade, a passagem de ano era no solstício de inverno, após o qual, começa a declinar o frio, com todos alegrando-se por terem sobrevivido e que logo mais ocorrerá o início do calor, da abundância de recursos, do desabrochar da vida. 

Ou seja, o calendário mundial é coerente com o norte da Terra, porém, no Brasil, ainda estaremos no verão!

Calendário Maia na obra “Katrina Gioconda” – acrílico sobre tela

Modernamente, continuamos a celebrar, não mais pela sintonia coletiva com a natureza à nossa volta, e sim, por adaptações religiosas às datas festivas e pela pressão comercial que impõe a todos um calendário padrão.Ainda que sem sincronia perfeita com a natureza, que se registre meus sinceros votos de um feliz 2022 a todos os leitores!

Simbolismo da Paixão

Via Sacra – autoria de Cid Serra Negra – Igreja de São Benedito
Fotografia e edição: Henrique Vieira Filho

Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho explica o significado original de “paixão”, além de nos contar o simbolismo da cruz nas diversas culturas e a importância de Cristo como símbolo, independente dos aspectos religiosos e históricos.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6349, de 07/04/2023

Por influência da literatura francesa do século 13, que popularizou o termo “passion d’amour” (“sofrimento amoroso”), até hoje, o termo “paixão” é interpretado como sendo um amor exacerbado, visto até como algo belo. Contudo, em sua origem latina significa “padecimento atroz”, sendo “parente” de palavras como “passivo”, “paciente”, ainda mais se associarmos com o grego “pathos” (doença).

No sentido de “sofrimento passivo frente à ação prejudicial” é que a palavra se aplica à “Paixão de Cristo”, em sua jornada até a crucificação (“via crucis”) em Gólgota (“montanha arredondada”, em hebraico), colina esta que parecia uma “cabeça careca”, que, no latim, seria “calvo”, derivando daí o chamar todo martírio como sendo um “calvário”.

Independente dos aspectos histórico e religioso, é inegável o caráter universal da narrativa, repleta de simbolismos compartilhados por inúmeras outras culturas.

Um “marketeiro” de nosso tempo poderia estranhar a adoção da cruz, instrumento romano para tortura, como marca registrada de uma ideologia de paz. Na verdade, seu formato simboliza, para a maioria dos povos antigos, a comunicação entre o tempo e o espaço, as estações do ano, os quatro elementos. Apontando para os quatro pontos cardeais, a cruz é a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem, sendo o cruzamento das linhas horizontal e vertical, o centro de tudo.

 O próprio Cristo é a síntese dos símbolos primordiais do universo: o céu e a terra, devido às suas duas naturezas: divina e humana; o ar e o fogo, por sua morte e ressurreição; a verticalidade, a “escada da salvação”, por sua ascensão aos céus.

“O símbolo de Cristo é da maior importância para a psicanálise, porquanto constitui, ao lado da figura de Buda, o mito ainda vivo de nossa civilização. É o herói de nossa cultura, o qual, sem detrimento de sua existência histórica, encarna o mito do homem primordial. Seu reino é a pérola preciosa, o tesouro escondido no campo, o pequeno grão de mostarda que se transforma na grande árvore”. 

Carl Gustav Jung

Perfeitamente Imperfeito: Crônicas Serranas

Neste  artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho nos alerta que a busca da perfeição pode impedir de aproveitar as oportunidades da vida, como as que teve como terapeuta, artista plástico e, agora, como jornalista que comemora sua 100ª crônica publicada neste jornal 

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6374, de 29/09/2023

Era o início dos anos 90 e estava eu palestrando em um grande congresso internacional, sediado em Águas de Lindóia, sobre um tema que, à época, só os profissionais conheciam: Terapia Floral de Bach. Mostrava as incríveis “coincidências” (sincronicidades) entre as lendas seculares, os nomes populares das plantas e suas utilidades para a saúde. 

O público interrompia (mal educados, hein!) querendo saber em que livro eles poderiam ler sobre essa abordagem incomum e eis que retruquei que “é pesquisa minha, não tem na literatura”, sendo “cortado” (de novo!) sob o coro: “Queremos livro, queremos livro!”.

Este foi o impulso que faltava para eu superar a desculpa de que “ainda não está perfeito” e lançar, via Editora Pensamento / Cultrix, este que foi o primeiro de uma sequência de vinte livros sobre terapia e arte. 

Assim também foi com as minhas pinturas, gravuras e fotografias: se continuasse adiando até alcançar o nível de um Salvador Dalí, teria ficado sem viajar pelo mundo, realizar cerca de 80 exposições e conhecer tantas pessoas interessantes. 

Nosso pintor maior, Cid Serra Negra, é um excelente exemplo de que é possível “conquistar o mundo” (mesmo sem dinheiro…), com talento e dedicação.

Nunca deixe o medo de falhar lhe impedir de tentar! 

Na verdade, um erro pode até agregar valor maior, como ocorre no seleto mundo dos colecionadores: um problema de fabricação torna o objeto ainda mais raro e, portanto, mais valioso! Este é o caso de moedas comuns, mas que apresentam imagens invertidas ou sinais transpassando o lado, ou trechos irregulares e que, justamente por isso, atingem cifras milhares de vezes maiores do que seu preço original!

E daí vem a explicação do título deste artigo: se eu fosse esperar atingir a “perfeição”, jamais teria tido o prazer e a honra de atingir a marca de cem crônicas publicadas aqui, neste jornal!

O que realmente sei é que devo agradecer ao Jornal O Serrano, que também não esperou eu atingir o patamar de um Veríssimo, de um Millôr Fernandes, para me convidar a participar da equipe de colunistas!

As mídias impressas (cada vez mais raras) já são consideradas patrimônios culturais da humanidade e sou muito grato por participar dos 116 anos de história deste jornal. 

Meu muito obrigado a você, que nos lê, por apoiar e relevar até alguma eventual imperfeição da minha parte. Afinal, como já alertava o filósofo Voltaire: “Toda perfeição é um defeito”.

Residência Artística Do Circuito Das Águas

Baixe o release completo em DOCx

Convite para a Inauguração da Residência Artística

Sociedade Das Artes convida para a
Inauguração da 1a Residência Artística do Circuito Das Águas
        Data: 22/03/2024 – Dia Mundial Da Água
Horário: 14h30
Local: Rua São Vicente de Paula, 108 – Serra Negra / SP
Colaboração: um petisco vegetariano para compartilhar
RSVP – Whatsapp: +55 11 982946468


Programação:

É com imensa alegria que convidamos vocês para a inauguração da Residência Artística do Circuito das Águas, um espaço dedicado à criatividade, à inspiração e à conexão com a natureza.

Este evento tão especial será ainda mais significativo, pois coincidirá com a celebração do Dia Mundial da Água e do Dia Mundial Sem Carne. Neste dia único, convidamos cada um de vocês a se juntar a nós trazendo um prato de comida vegetariana (se for vegana, melhor ainda!) para compartilhar. Ao fazê-lo, não só estaremos honrando a arte e a natureza, mas também demonstrando nossa abertura para opções alimentares conscientes que promovem a saúde do planeta.

Além de desfrutar de boa comida e boa companhia, teremos a oportunidade de explorar as instalações da Residência Artística, Cinema Ao Ar Livre (curtas-metragens premiados), Exposição de Arte Vivenciada (formato Slow Art), bem-estar com Yoga e Bioenergética , instalação de Moda Sustentável e participar de conversas inspiradoras sobre arte, sustentabilidade e  refletir sobre como podemos contribuir para um mundo mais criativo, saudável e equilibrado.

E, claro, muitas imagens “instagramáveis”, pois, redes sociais também podem e devem atuar a serviço do bem!

Esperamos ansiosamente por sua presença neste momento de celebração, arte e consciência ambiental.

Com entusiasmo e gratidão,


Henrique Vieira Filho e Fabiana Vieira
Agentes Culturais

Animação gráfica e música tema: Convite para a Inauguração da Residência Artística
Bastidores da montagem / teste de palco para a Inauguração da Residência Artística
Teste de cenário para fotos – Inauguração da Residência Artística

Primeira Residência Artística do Circuito das Águas Paulista

Sediada na bucólica estância turística de Serra Negra / SP tem como um de seus objetivos assessorar talentos artísticos em seus processos criativos e, paralelamente, desenvolver produtos e serviços que sirvam de renda alternativa para pequenos artesãos e artistas iniciantes.

A  Residência Artística do Circuito das Águas é um espaço dedicado à criatividade, à inspiração e à conexão com a natureza, cursos e hospedagem para imersão em cursos, vivências terapêuticas em prol do equilíbrio e auto-aperfeiçoamento.

inauguração em 22/03/2024 será ainda mais significativa, pois coincidirá com a celebração do Dia Mundial Sem Carne e do Dia Mundial da Água.


Re-Arte – Residência Artística do Circuito Das Águas selecionará e hospedará artistas de diferentes áreas em formato de imersão e cooperação mútua, onde criarão novas obras de arte, participarão de cursos inclusivos de AD – Áudio Descrição e realizarão exibições públicas gratuitas de seus trabalhos.

Residência Artística Do Circuito Das Águas é um refúgio onde artistas se encontram consigo mesmos, com outros criativos e com o mundo ao redor, inspirando-se na beleza da natureza, na complexidade das relações humanas e na riqueza das tradições culturais.

Re-Arte propõe o intercâmbio entre expressões artísticas diversas em transversalidade com a CULTURA como expressão simbólica acessível e um DIREITO de todos, propiciando, inclusive, desenvolvimento econômico via Turismo e Economia Criativa, com a geração de rendas diretas e alternativas, pois, um dos desafios de cada artista participante é elaborar versões de suas obras que possam ser reproduzidas a baixo custo e em série, de forma artesanal e/ou digital (mini posteres, gravuras, “prints”), disponibilizando o direito destas reproduções para artesãos, pequenos empreendedores e entidades assistenciais para comercializar e complementar suas rendas.

Residência Artística Do Circuito Das Águas atua como um laboratório vivo onde a diversidade cultural é celebrada e a inovação é cultivada. É um farol de esperança, iluminando caminhos para um mundo mais criativo, mais humano e mais conectado.

Mostra de Cinema: Dia Mundial Da Água

Aquametragem, de Marina Lobo, foi o vencedor do festival “ODSs em Ação 2019”, competição da ONU para promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, na categoria “Protegendo o nosso planeta”
https://youtu.be/5P6IA7hcUuQ.
Entre Rios, dirigido por Caio Silva Ferraz, o documentário conta a história da cidade de São Paulo sob a perspectiva de seus rios e córregos.
https://vimeo.com/14770270
“Iara” (Acústico Vocal Feminino)
Compositores: Andressa Lé e Nan MarconatoLetristas: Andressa Lé e Nan MarconatoProdutor: Caio Balestra
https://www.youtube.com/watch?v=d9DGalTeWIE

Exposição SereiArte: Cultura Urbana e Sustentabilidade

Exposição de Artes de Henrique Vieira Filho  será em formato Slowart (visita guiada para uma apreciação emocional e sem pressa das obras):

Fluidez Elemental: Vivência de Relaxamento e Bem-Estar com Yoga e Reflexoterapia no Dia Mundial da Água

Momentos de paz e de harmonização com vivências integrativas.


Luciano Esteves – Yoga Na Serra
Meditando em Serra Negra – Ilustração: Henrique Vieira Filho
Henrique Vieira Filho – Terapeuta Holístico

Instalação: A Impermanência Da Água

Maria Goretti da Silva
Artista Têxtil, Arquiteta e Designer de Moda
Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCC, com pós-graduação em Gestão do Design de Moda pelo SENAI e Master Design pelo IED, Instituto Europeu de Design, Docente nas disciplinas Modelagem e Técnicas de Produção do curso superior de Design de Moda por 15 anos.
Mentora do Ateliê escola Qui Design, com propósito de integrar a Arte têxtil e o  Design Sustentável. Com a produção de alunos do ateliê, já participou de 2 edições (2018 e 2019) dos eventos Re Arte da Sociedade Das Artes produzido pelo Artista Henrique Vieira Filho.

Exposição de Artes – Dia Do Advogado

Artem Erga Omnes (Arte Para Todos)

Artista: Henrique Vieira Filho
Data: 11 de agosto de 2023 – Horário: 15hs
Local: Salão do Fórum Clóvis Bevilacqua – TJSP
Pça. Barão de Rio Branco, 71 – Serra Negra – SP
Entrada Franca

É com grande prazer que convidamos para a conclusão do Projeto Artístico “Direito À Arte”, com a inclusão de novas obras, especialmente criadas em homenagem ao Dia Do Advogado.

O encerramento da exposição presta uma justa homenagem aos Advogados em seu dia comemorativo através de novas artes inéditas de Henrique Vieira Filho retratando a Justiça na mitologia grego-romana, egípcia e indígena brasileira.

Maiores informações:
(11) 98294-6468[email protected] 

A seguir, imagens e detalhes de algumas das obras em exibição:

Tela: Parajá – The Brazilian Indigenous Goddess of Justice
Artista: Henrique Vieira Filho

Arte da Deusa Da Justiça das tradições indígenas brasileiras e o artista Henrique Vieira Filho

As Parajás são três divindades indígenas brasileiras femininas: da honra, do bem e da justiça, sendo esta última a quem esta obra homenageia.

Em paralelismo com as versões gregas da deusa, o tacape faz as vezes tanto do martelo do juiz, quanto da espada justiceira. 

Os pratos de coco balançam suspensos em cipós, pesando os argumentos prós e contras e os olhos permanecem abertos, para que a justiça pondere atenuantes e agravantes, ao invés de aplicar leis cegamente.

As páginas impressas com legislação estão aos seus pés, para nos lembrar que a Justiça Divina está acima da humana.


Etapas criativas com modelo real e pintura corporal que inspiraram a obra
Henrique Vieira Filho descreve a obra e a história das Parajás

Tela: The Compassionate
Artista: Henrique Vieira Filho

Óleo Sobre Tela –  60 x 90 cm – 2023

A tela da Compadecida e seu filho junto ao artista Henrique Vieira Filho

Inspirado pela obra “O Auto Da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e pelo nascimento de seu neto, o artista Henrique Vieira Filho cria uma versão naif de Maria e Jesus.  


Filha e neto do artista que inspiraram a obra
A pintura em detalhes

Tela: Christ – The Redeemer
Artista: Henrique Vieira Filho

Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm

Obra em homenagem ao estilo de Cid Serra Negra e o artista Henrique Vieira Filho

Em uma releitura que homenageia o estilo naif de Cid Serra Negra, que foi aplicado à figura icônica da estátua do Cristo Redentor da cidade de Serra Negra, rodeado de anjos, arcanjos e querubins, cuja aparência tradicionalmente européia foi substituída por afrodescendentes, indígenas e até o Saci-Pererê, representando a miscigenação de nossos povos e culturas.


Fotografias obtidas por Henrique Vieira Filho e que serviram de inspiração
Vídeo com a obra de Henrique Vieira Filho, em detalhes

Tela: The Judgment of Ades
Artista: Henrique Vieira Filho

Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm

O artista Henrique Vieira Filho junto à sua obra sobre o julgamento do deus da guerra

Em uma releitura que homenageia o afresco “Sala dei Giganti”, de Giulio Romano e esculturas de Antonio Kanova, esta obra retrata o deus Ades (Marte) como sendo o primeiro advogado, defendendo a si mesmo pelo assassinato de Alirótio, filho de Poseidon, argumentando com a atenuante de que este violou sua filha, Alcipe. Tendo os demais olimpíanos como jurados, Zeus como juiz, esta história inspirou a formatação dos primeiros tribunais da Grécia antiga.

Obras originais que inspiraram o artista
Detalhes do pintura sobre p Julgamento de Ades, de Henrique Vieira Filho

Tela: The Court of Osiris: Weighing Your Heart
Artista: Henrique Vieira Filho

Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 60 x 90 cm

A pintura do deus Osiris e a pesagem do coração – artista Henrique Vieira Filho

O Livro Dos Mortos, do Egito, determina as regras do julgamento das almas, em que, perante 42 juízes, o deus Osíris pesa o coração do falecido, que precisa ser tão leve quanto uma pluma para merecer o acesso ao submundo.

Reprodução museológica de pintura egípcia
A pintura de Osíris, por Henrique Vieira Filho

Tela: Medusa
Artista: Henrique Vieira Filho

Acrílico sobre tela – 08 gravuras originais – 120 x 80 cm

Na Psicanálise, a Medusa simboliza os aspectos negados da personalidade, o que paralisa e torna pedra a quem não aceita a própria Sombra.

Socialmente, o mito reflete o ato de culpar a vítima, pois era uma sacerdotisa virginal da deusa Atena que foi violentada por Poseidon. Considerada a divindade da inteligência, das artes e da justiça, ainda assim, a deusa puniu Medusa, transformando-a em um monstro.

Modelo em poses para a base da obra Medusa, de Henrique Vieira Filho
Vídeo focando em detalhes da arte de Henrique Vieira Filho

Slow Art Day Brazil 2023

O ponto cultural Sociedade Das Artes convida para o evento:

Slow Art Day Brazil
Desacelere, Aprecie e Vivencie A Arte

Circuito Das Águas Paulista – Serra Negra/SP

15 de Abril de 2023 – 15hs

Entrada Franca

RSVP – Whatsapp: +5511092946468
Coordenação: Henrique Vieira Filho


“Clique” para baixar este release em DOCX

Serra Negra entra no mapa internacional do Slow Art Movement, que conta com a adesão de galerias e museus nas maiores cidades do mundo, que reservam datas em abril de cada ano para que os visitantes apreciem Arte com o “coração”.

Ao invés de apenas visitar uma galeria, ainda melhor será EXPERIENCIAR a Arte, sem pressa!

A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.

A Sociedade Das Artes, mudou de endereço: da maior metrópole sul americana (São Paulo – Brasil) para a linda e pacata estância turística de Serra Negra.

Aqui, o Slow Movement (para conhecer, acesse Slow Movement: Desacelere, Viva Muito e Viva Bem!) é o estilo de vida habitual dos moradores e turistas.

O artista Henrique Vieira Filho abre ao público seu estúdio neste dias 15 de abril, às 15hs (Slow Art Day Brazil). Para termos a melhor experiência, solicitamos a gentileza de confirmar previamente a presença via Whatsapp: +5511092946468.

O Artista Henrique Vieira Filho homenageia Salvador Dali e aplica uma "brasileirada" no Slow Art Movement - A tartaruga, símbolo mundial da Slow Art em parceria com o brasileiríssimo bicho-preguiça
A tartaruga, símbolo mundial da Slow Art em parceria com o brasileiríssimo bicho-preguiça

A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.

Comemorado no dia 8 de abril, o “Slow Art Day” é uma ação mundial voluntária, por parte de museus e galerias, com adeptos principalmente nos EUA e também no Brasil, com a Sociedade Das Artes

Como grande incentivador da proposta e representante oficial do movimento, no Brasil, Henrique Vieira Filho soma à Arte, sua experiência como Psicanalista, propondo vivências ainda mais enriquecedoras aos participantes.

Algumas curiosidades sobre o Movimento Slow Art:

  • A média gasta por um visitante em frente a uma obra de arte é, segundo o “The New York Times”, de 15 a 30 segundos.
  • O Slow Art Day orienta aos observadores das Artes que dediquem de cinco a dez minutos a cada obra escolhida e, então, lhes propicia a oportunidade de conversar sobre a experiência com outros espectadores, comumente, com a mediação de um Artista ou um Curador
  • Phil Terry, CEO da Collaborative Gain, Inc. é o idealizador do Slow Art Day. Frequentador rotineiro de galerias e museus, mudou radicalmente seu modo de apreciar e interpretar as obras, após ter experienciado, pela primeira vez, dedicar longos minutos para cada obra, em 2008, no Museu Judaico, passando a incentivar esta forma de vivenciar a Arte.
  • Museus, galerias e veículos de comunicação mensuram o sucesso de uma exposição pelo número de visitantes, pois são dados objetivos, e somente com o Movimento Slow Art é que estão dando a devida importância ao subjetivo, ou seja, a satisfação dos frequentadores.
  • No Brasil, o pioneiro (e também representante oficial do Movimento) em Slow Art é o Artista Plástico Henrique Vieira Filho, sendo que suas Exposições individuais sempre contam com cadeiras para que os visitantes possam admirar confortavelmente as obras, além da contarem com a presença do próprio Artista para conversar sobre as pinturas e esculturas.

Para saber mais:

Vídeo com duas das artes que estarão em exposição.